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Familia Dabney

1804-1892

Empreendedores, diplomatas, cultos, educados e generosos, a família Dabney marcaram com a sua presença, durante três gerações, a história da ilha do Faial.

Na diplomacia, a John Bass Dabney, nomeado Cônsul Geral dos Estados Unidos da América nos Açores, em 1806, sucede o seu filho Charles William Dabney, em 1826 e mais tarde o neto, Samuel Wyllys Dabney, em 1872.

Nos negócios incrementaram o movimento do porto da Horta através da importação e exportação, sobretudo do vinho do Pico mas também da aguardente, laranja e óleo de baleia, do abastecimento de baleeiras, do fornecimento do carvão e da reparação de navios, assegurando ainda a ligação entre os Açores e os Estados Unidos da América.

Em tempos difíceis, auxiliaram a população faialense assolada por crises alimentares e mediaram conflitos locais, nomeadamente durante as lutas entre liberais e miguelistas. A hospitalidade com que receberam em suas casas, naturalistas, viajantes, jornalistas e ilustres figuras da realeza, tornaram célebres os bailes e saraus proporcionados, designadamente as festas em honra de D. Pedro IV no ano de 1832 e do Príncipe D. Luís, por ocasião da sua visita ao Faial em 1858.

Do Património edificado, foram reabilitadas duas das três moradias outrora pertencentes a esta família: A Fredónia, adquirida por Charles Dabney em 1835, hoje sede da instituição O Castelinho e The Cedars mandada construir em 1851 por John Pomery Dabney, servindo atualmente de residência oficial do Presidente da Assembleia Lesgislativa da Região Autónoma dos Açores.

Após cerca de oitenta anos de permanência na ilha do Faial, a família Dabney, despediu-se. No cemitério municipal, viradas para o canal e montanha do Pico, ficaram as sepulturas dos seus entes mais queridos.